sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Capitulo II

Volta a olhar em frente, em direcção ao mar... aquele mar cinzento que guarda tantas histórias. Ao longe avista-se um barco. Ana sorri, limpa as lágrimas com ambas as mãos.


Lady, a cocker cor de mel, encontra-se à beira mar, como sempre, a ladrar contra as gaivotas. Para esta, aqueles animais estranhos não deviam estar perto da sua banheira gigantesca. "Mas que fazem eles alí?"



- Pára sua tonta... comporta-te como uma lady que és!! - Diz-lhe Ana.

Esta encontra-se descalça à beira mar, o vestido branco que trás esvoaça ligeiramente, o chapéu vermelho tapa-lhe os olhos. As sandálias repousam atrás desta, junto à toalha. A cocker inclina o focinho para o lado direito, volta a ladrar para Ana. Esta baixa-se, segura o focinho da cadela e ri.

- És uma tonta... mas é por isso que gosto tanto de ti!

- Ai é, dela? Já fui trocado novamente? - Exclama uma voz masculina por detrás de Ana.

- Não seja ciumento senhor Diogo... sabes bem que só tenho olhos para ti - ri-se ao mesmo tempo que se levanta!

- Eu sei, eu sei... até que sabes bem que eu acho que a Lady é que devia ter sido a nossa madrinha. Se não fosse ela, nem nos tínhamos conhecido - Diz-lhe Diogo enquanto a abraça.

- Claro, e a Raquel tinha achado uma piada ter sido trocada pela Lady.

- Vamos ser sinceros... a Lady é muitoooooo mais bonita que a tua prima.

- Diogo Samuel!!

- Ana, não refiles e beija-me!

- Com certeza querido esposo! - Aproxima-se mais, coloca as suas mãos atrás do pescoço de Diogo e começa a beijá-lo.

Um dia de Outono

Ana abre a janela. Como foi habitual durante aquela semana, estava um dia de inverno. Parecia que tinha chegado mais cedo aquele ano, ou talvez fosse mesmo dela. Talvez o inverno tivesse chegado mais cedo. Desde nova, sempre adorou pôr-se à janela. Ficava a contemplar o mar, as suas tonalidades conforme as estações do ano, a sua luminosidade, mas naquele preciso dia, apesar de se encontrar a olhar para este, ela não o via. A sua mente encontrava-se oca. Tão vazia que ela nem ouviu o ranger da porta do quarto.




- Ana, dormiste?



Esta olha em direcção à porta, onde se encontra a sua mãe, de porte moreno, alto, uma mulher bonita, apesar de se encontrar numa idade mais avançada. O seu cabelo era negro como a noite, com alguns fios brancos a contrastar, os seus olhos verdes olhavam para a filha com uma doçura extrema, a doçura maternal.



- Sim, um pouco...

- Queres que te traga algo?

- Não, só que me deixes estar... - Pede-lhe Ana.



A mãe assenta com a cabeça, olha para a filha e fecha a porta com a mesma suavidade que abriu.



Ana encontrava-se novamente sozinha. SOZINHA! Volta a olhar pela janela, mas desta vez em direcção ao céu, como se este lhe dissesse tudo, como se este fosse o seu melhor amigo. Enquanto isso, esta agarra o parapeito da janela com força. Cai-lhe uma lágrima sobre a mão. Baixa o olhar para aquela lágrima solitária.



- Estás como eu... - Pensa Ana.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Aprendiz de escritora...

Sou aprendiz de algo relativo à escrita, às palavras, às designações, à gramática. Gosto de escrever, seduz-me, viajo e aprendo. Relaxo.

Sou aprendiz de escritora... serei sempre, nunca dominarei na totalidade a escrita, mas gosto, e porque gosto, escrevo.

Este é o meu blog associado aos contos. Aqui escreverei os meus mini-contos. Aqui aprenderei dia a dia a brincar com as palavras, com os sonhos, com as imagens gravadas na minha mente.

Aqui serei escritora de palmo e meio.
;)